As perdas de julho – Rubem Alves.

O mês de julho foi bem triste para a literatura nacional. Em seis dias, perdemos três grandes escritores: João Ubaldo Ribeiro, no dia 18, Rubem Alves, um dia depois, e Ariano Suassuna, no dia 23. Todos eles eram porta-vozes da cultura brasileira e suas obras são legados preciosos para o país. O is2books preparou três posts para relembrar a história de cada um desses homens que nos deixaram.

O segundo post você pode conferir abaixo.

Rubem Azevedo Alves

Fonte: joseneres.blogspot.com

Fonte: joseneres.blogspot.com

Mineiro, natural da cidade de Boa Esperança, nasceu em 15 de setembro de 1933. Em 1945, se mudou com a família para o Rio de Janeiro, onde deu continuidade aos estudos. Recém chegado e com forte sotaque do sul de Minas, Rubem Alves sofria gozações por parte dos colegas de classe e se transformou em um garoto solitário e sem amigos.

Na religião, encontrou conforto para a sua solidão. Em São Paulo, estudou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas, de 1953 a 1957. Foi bem sucedido e se tornou pastor em 1958, quando foi transferido para Lavras, no seu estado natal, exercendo essa função até 1963. Um ano depois, se casou e teve três filhos: Sérgio, Marcos e Raquel.

Mudou-se para Nova York, nos EUA, para fazer mestrado em Teologia na Union Theological Seminary, durante um ano. Em 1968, já no Brasil, foi acusado de “subversivo” por sua Igreja e começou a sofrer perseguições políticas. Voltou ao exterior, dessa vez com a família, e obteve seu título de Ph.D. em filosofia pelo Princeton Theological Seminary. Sua tese de doutorado, “A Teologia da Esperança Humana”, foi considerada por ele próprio o embrião do movimento teológico denominado Teologia da Libertação.

De volta ao Brasil, deixou a Igreja Presbiteriana e dedicou-se à vida de professor. Deu aulas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (Fafi) – atual UNESP – e depois, em 1974, foi transferido para a Universidade de Campinas (SP), onde firmou sua carreira. Formou-se em psicanálise em 1984 e clinicou durante 20 anos.

Suas obras abordam as temáticas religiosa (O Enigma da Religião; O que é Religião?), teológica (Da Esperança; Creio na Ressurreição do corpo) e filosófica e educacional (A alegria de ensinar; Por uma educação romântica; Filosofia da Ciência). Também escreveu literatura infantil (A pipa e a flor; A volta do pássaro encantado) e crônicas.

Rubem Alves era membro da Academia Campinense de Letras e cidadão-honorário da cidade, que lhe presenteou com a medalha Carlos Gomes, pela sua contribuição à cultura. Ele morreu no dia 19 de julho de 2014 devido à falência múltipla de órgãos.

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